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quarta-feira, 19 de maio de 2010

Fantasias



Ele era um homem interessante, tinha a dualidade necessária para despertar meu interesse sexual. Um executivo sofisticado, elegante, usava abotoaduras de prata e camisas de punho duplo, um dos meus fetiches. Tinha um corpo másculo, cara de homem e um par de olhos tranqüilos. Mas atrás daqueles olhos verdes e daquela polidez típica de um sujeito bem criado, existia um amante voraz. E eu me deliciava há tempos na sua sanha sexual. Mas depois de viver com ele todo tipo de aventura e experimentar sensações limítrofes de prazer, parecia que nossa vida sexual tinha caído na monotonia. Há tempos não me excitava mais transar na varanda do apartamento, imaginando São Paulo inteira me vendo, ou sair sem calcinha e dar um jeito de me mostrar pra ele em lugares públicos.

Não sei se o problema era comigo, ou se era com ele ou talvez fosse conosco. Mas muitas fantasias passavam na minha cabeça, como sempre. Mas agora o meu foco era outro. Os meus sonhos e delírios eram repletos de figuras femininas. Mulheres ousadas, diferentes entre si, mas todas com aquele olhar de desejo despudorado, se oferecendo ao prazer. Uma delas perturbava meus pensamentos, ainda não me revelara seu rosto, mas tinha um corpo bonito, forte e um escorpião tatuado no seio esquerdo.

A imagem daquela tatuagem fazia com que eu perdesse um longo tempo imaginando minha língua percorrendo aquele desenho azul escuro, contornado-o e redesenhando-o um milhão de vezes até alcançar o bico do seu seio de uma forma quase infantil e sugá-lo como uma criança. Não, com essa figura até aquele momento eu não tivera o desejo de me mostrar, ou de ser possuída. Eu a via ali, com seu corpo deitado em repouso num divã de veludo preto, numa sala enorme com cortinas carmim, como uma musa que estivesse pousando a um artista. Mas na verdade ela pousava pra mim... Sim, para que eu pudesse brincar no seu corpo com a minha língua e meus lábios.

E nas minhas fantasias, eu descobria novos desenhos na sua pele, mas era como se a visão não fosse o mais importante, eu descobria suas tatuagens as acariciando com a ponta da minha língua, como se eu sentisse na boca o gosto de cada figura que ela trazia impressa naquele corpo. Naquele dia, eu descobri um ramo de rosas pequenas que começavam no ossinho do tornozelo do pé direito e ia até quase o seu dedinho. E fiquei deitada na minha cama imaginando-me ajoelhada aos seus pés, percorrendo cada uma daquelas rosas com a minha língua e as regando com o roçar dos meus lábios.
Perdida nesse filme mental que passava na minha cabeça, olhei a cena um pouco mais distante e pude ver aquela mulher deitada meio de lado naquele divã. Então observei que além da pele bronzeada, tinha longos cabelos castanhos cacheados caídos sobre seu dorso nu.

Aquela imagem provocou reações no meu corpo, então a imaginei num cavalo alado, negro, com asas enormes, vestida com trajes sumários de uma guerreira medieval, com uma espada na cintura cavalgando pelo ar com seus cabelos esvoaçantes na minha direção. Na minha fantasia, ela me suspendia pela mão, me sentava à sua frente e cavalgávamos sobre as copas das árvores, sentindo as folhas roçar os nossos pés descalços. A cada movimento que o cavalo fazia, ela esfregava com mais força seus seios nas minhas costas e apertava mais fortemente ainda meus seios nus com as suas mãos.

Enquanto minha mente viajava nessa cavalgada, minhas mãos acariciavam meu corpo. Percorrendo cada parte dele, mas a sensação na minha pele, era que as mãos que me tocavam eram maiores e mais fortes que as minhas. Eram as mãos da minha guerreira alada.

Então tirei a camiseta para que pudesse sentir melhor o toque nos meus seios. Eu os apertava com força, exatamente da forma que ela fazia no meu filme mental. Fui me desfazendo do shortinho que ainda estava no meu corpo, para que ficasse nua, exatamente como me via em cima daquele cavalo. Mas de repente, na minha imagem, um salto mais brusco do animal fez com que eu abrisse mais as pernas e então sentisse meu sexo roçar de uma forma excitante naquela cela. Aquela imagem me provocou tesão e me fez pegar o travesseiro ao meu lado e me deitar de bruços e de joelhos roçando meu sexo na lateral dele como se ele tivesse se transformado naquela cela. Movimentava meu corpo pra frente e pra trás e na minha fantasia a corrida daquele cavalo fazia com que eu me masturbasse deliciosamente naquela cela.
Enquanto continuava apertando os meus seios e me esfregando naquele travesseiro, a guerreira alada tirou a mão direita dela do meu seio, desceu acariciando meu ventre, enquanto com seu corpo me empurrou um pouco pra frente, fazendo com que meu sexo ficasse mais pra cima da cela e começou a deslizar seus dedos por ele. Nesse momento, eu já tinha atirado o travesseiro pra fora da cama e deitada de costas, com as pernas abertas, deslizava meus dedos pelo meu sexo todo. Ele pulsava, e estava tão inchado e molhado, que era impossível não gemer ao mais sutil movimento.

Então senti a guerreira enfiar de uma vez só dois dedos dentro de mim. De uma forma tão forte, que ela chegou a levantar meu corpo com sua mão. Eu já tinha dois dedos da minha mão dentro do meu corpo e gemia sem parar de prazer em imaginar aquela mulher selvagem me devorando sobre aquele cavalo alado. Foi quando com a mão esquerda ela virou meu rosto pra trás e vi seus olhos negros cheios de desejo por mim. Mas não tive tempo de observá-los mais atentamente porque ela me segurou pelo maxilar e enfiou sua língua na minha boca com um anseio de me comer inteira.
E quanto mais forte podia sentir sua língua rija na minha boca, com mais força ela me comia com seus dedos. E eu transpunha os meus dedos com tanta força no meu sexo diante daquela imagem mental, que não demorou muito eu gozei na minha fantasia, enquanto sentia meu gozo escorrer pelos meus dedos. Eu queria mais, mas a guerreira e seu cavalo alado sumiram da minha mente.

Então abracei um travesseiro com as pernas, outro com os braços e adormeci. Ainda embebida pela sensação do gozo que minha guerreira me dera. Não sei por quanto tempo dormi, mas acordei com o toque do Maurício pelo meu corpo. Não abri os olhos, naquele momento imaginei que quem adentrava o quarto era minha amada guerreira, que deslizava as mãos pelo meu corpo ainda dormente. Mas o Maurício colou seu corpo no meu, enquanto lambia minha nuca querendo me acordar, senti o roçar do seu sexo na minha bunda, imaginei então que minha guerreira usava um dildo com cinta, e que o tinha vestido para mim. E sem abrir os olhos, virei de frente pra ele, ficando com o corpo de lado, coloquei minha perna esquerda sobre o seu quadril para que ele pudesse me tocar e ofereci minha boca.

Ele me beijou com desejo, enquanto sentia seus dedos no meu sexo. Ele molhava no meu gosto e passava nos meus lábios e então num ritual erótico, lambia meus lábios antes de enfiar a língua na minha boca. Eu imaginava a cara de tesão da minha guerreira lambendo os meus lábios e isso me excitava mais ainda. Ele enfiava seus dedos em mim, enquanto roçava sua boca na minha orelha... E então me disse:

- Como você quer que eu te coma?

Imaginei a guerreira alada ajoelhada, eu deitada com as pernas nos seus ombros e ela me comendo e massageando meu clitóris olhando para minha cara de tesão. Então mostrei rapidamente como eu queria e deixei que ele conduzisse tudo para poder voltar à minha viagem.

Na minha fantasia estávamos num estábulo, com os animais em suas celas, eu deitada numa cama de feno, ela de joelhos, me puxava pelas pernas bem pra cima, eu ficava com a bunda no seu colo e colocava minhas pernas nos seus ombros. Ela me olhava profundamente nos olhos, enquanto segurando o seu pau começava a penetrar em mim com vontade. Enquanto eu via essa cena, o Maurício começou a penetrar em mim e não sei dizer se porque imaginava que quem me comia era a guerreira, aquilo foi me dando um prazer absurdo, eu me contorcia, roçando as costas na cama, cada vez que seu pau me fisgava mais fundo. O Maurício segurava na minha virilha com as mãos, para abrir ainda mais minhas pernas e poder me penetrar mais fundo, e eu imaginava as mãos dela fazendo isso e seu olhar safado me dizendo que fazia aquilo para que eu sentisse mais prazer ainda. Não sei o que aconteceu, mas fui me desconectando do meu corpo e vi então minha doce guerreira tirar o seu dildo da cintura, descer uma das minhas pernas do seu ombro, enquanto se deitava lateralmente, me segurando para que eu sentasse com meu sexo no seu com nossas pernas entrecruzadas. Olhando nos meus olhos, ela tocou com seus dedos nos lábios do meu sexo e então eu assumi os comandos daquele balé esquisito.

Montada sobre ela, eu dançava com o meu sexo misturado ao seu. E era um prazer tão intenso que eu tinha a sensação que ela me comia enquanto eu mesma a devorava também. E não demorou muito, olhei nos seus olhos brilhantes e podia ler neles que a explosão se aproximava... comecei a mexer meu corpo mais rápido, ela apertava minha bunda com as mãos para que nossos sexos penetrassem mais ainda um no outro e então me entreguei aquele orgasmo sem fim. Mas de repente sua imagem sumiu, abri os olhos e vi o Maurício em cima de mim, depois de termos gozado juntos. Ele me beijou e depois virou para o lado. Isso normalmente me irritava nele, mas naquele momento queria que ele dormisse profundamente, precisava ficar sozinha com meus pensamentos e descobrir porque a imagem da minha guerreira tinha sumido tão subitamente da minha mente após ela me dar um orgasmo tão delicioso quanto aquele.

5 comentários:

  1. Cara, vc definiu exatamente como são minhas fantasias. Maravilhosooooooooooooooo.

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  2. Simplesmente passado com esse post seu.1, 2, 3... contar até dez, respirar fundo que tenho uma cirugia daqui a pouco.. beijoca.

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  3. Nossaaaa, acho que é o sonho de todo homem uma mulher com tantas fantasias assim. Muito bom. Marcos

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