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quinta-feira, 6 de maio de 2010

Ela



Ela chegou a minha vida num dia de vento, trazida por um cavalo alado tatuado nas costas e renascida por uma fênix azul desenhada na frente do seu corpo.

Grossas sobrancelhas e os cabelos cacheados lhe conferiam a beleza das mulheres das arábias. Mas ela saiu da sua tenda beduína e me disse oi.

Quando olhei naqueles olhos negros o mundo sumiu, sem entender nada, meus lábios tocaram os seus. E depois de muitos anos senti meu coração batendo novamente.
Era isso, um presente, eu poderia amar de novo. Mas dessa vez o amor vinha vestido de mulher.

E feito uma criança que descobre o mundo pelo seu sabor e com a curiosidade dos seus dedos, eu a amei pela primeira vez. Numa mistura de seios e curvas. Com toda a delicadeza que um amor feminino pede.

Então ela dedilhou com todo carinho seu violão e cantou pra mim músicas de amor.

Ecoou e preencheu minha vida com sua voz doce em falsetes intermináveis.

E eu derramei sobre ela toda sorte de preces e bênçãos que a protegerão onde quer que vá, por cada um dos dias da sua vida.

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